Existe uma certa discórdia sobre qual o perfil ideal para os fundadores de startups tecnológicas. O Tony Wright é um dos que defendem que o fundador tem que ter perfil técnico, tem que saber programar, criar produtos.

Nesse post ele chegou a questionar se haveria espaço numa startup para um fundador com perfil de negócios. Mas agora ele parece mudar de idéia (até foi lá editar o post antigo), veja a nova visão no seu último post aqui. Agora ele acha que depende da fase em que se encontra a startup. Os comentários que fizeram no post são bem interessantes, vale a pena dar uma lida.

Penso diferente dele. Por ter um perfil de negócios, poderia ser uma defesa em causa própria, mas na verdade é pura observação e experiência prática que me dizem que esses gráficos que ele usou para indicar o valor dos perfis ao longo do tempo estão equivocados.

A importância dos dois perfis é igualmente importante durante todas as fases! O cara técnico é fundamental durante todas as fases, assim como o de negócios. A complementariedade gera uma enorme riqueza para a startup. É bobagem achar que no início só existe espaço para conversas sobre o produto e a tecnologia. E o mercado? Os clientes? Sair programando sem saber qual é o propósito do negócio também é uma ótima opção para desperdiçar recursos.

Da mesma forma é equivocada a visão de que mais para frente na vida da startup não há muito espaço para o técnico. E a nova geração de produtos adaptados às novas necessidades do mercado? E a avaliação tecnológica de uma oportunidade de aquisição de outra empresa?

Essas visões que enxergam oposições ao invés de complementos não são muito boas. A mania de achar que todo cara de negócios é um MBA que acha que sabe tudo é tão boba quanto achar que todo cara de tecnologia é um nerd que não tem noção nenhuma de como tocar uma empresa. A vida real não é assim. Os dois se complementam, e juntos constroem excelentes empresas.

crédito das imagens: http://www.tonywright.com

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