As perguntas 4,5 e 6 do post V.C. é para você? são o tema desse post.
Esses temas são mais suscintos então resolvi agrupá-los.
O primeiro é bem simples, reportar faz parte de qualquer sociedade. Não dá para conviver entre sócios se todos não entenderem que sócio é como chefe, tem o direito de saber o que você está fazendo. O problema surge nos extremos. Se o sujeito só gosta de fazer relatórios para que outros decidam o que fazer com a informação então é melhor rever o conceito de empreendedor. No outro extremo aquele que acha que não deve satisfação para ninguém é melhor procurar uma terapia ou esquecer um empreendimento com sócios.

A questão do risco é bem interessante e aberta a controvérsias. Não é possível eliminar o risco da vida do empreendedor. É bom você gostar muito dele ou aprender a conviver sem sofrimento porque ele será seu parceiro eterno. Isso é bem diferente de sempre arriscar tudo.
Se você costuma se colocar frequentemente em situações que podem tirá-lo do jogo em definitivo então é de se esperar que em algum momento você será “eliminado”. São essas situações que devem ser pensadas com mais inteligência. O risco não será nunca eliminado, mas é possível mensurá-lo antes e se preparar para o problema com antecedência. É importante o empreendedor saber exatamente qual é o risco que estará correndo e o que fará se o pior cenário acontecer. Isso reduz muito o stress, gera cumplicidade entre empreendedores e investidores e permite que oportunidades sejam aproveitadas.

Por último, a questão do apoio em casa. Esse assunto é fundamental e muitas vezes não se dá a importância que ele merece. Eu posso testemunhar que o apoio irrestrito é uma imensa contribuição para o sucesso e por outro lado a falta do apoio é uma âncora bem pesada. Não chego ao ponto de dizer que sem a ajuda da mulher/marido, ou dos pais para os mais jovens, é impossível empreender com capital de risco, mas fica bem díficil. Fica difícil porque empreender é complicado e demanda muita energia. No final do dia você precisa de um co-piloto e de um porto seguro para recarregar as baterias. Uma companheira(o) que acredita em você e está disposta a alguns sacrifícios (tempo e dinheiro) é talvez o ativo mais valioso que o empreendedor pode ter. Se você já tem, ótimo, aproveite!

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