A maioria enxerga que o cliente do venture capital são os investidores que colocam os recursos nos fundos que eles administram. É uma linha de pensamento lógica e bem fácil de entender, afinal, se esses investidores não colocassem os recursos nos fundos eles não teriam grana para investir nas empresas e o negócio não existiria.

Os empreendedores que encontram os VCs que acreditam muito nisso sabem bem como são as conversas (há exceções, claro). Aquele olhar de cima para baixo, aquela falta de paciência com mais um “mala” que quer captar dinheiro do fundo dele.

A ilusão de superioridade evidente afasta qualquer empreendedor um pouco mais inteligente.

Eles acham que a atividade principal é captar os recursos, depois disso é fácil, é só esperar os tontos fazerem fila na porta. Ledo engano…

Até alguns VCs conhecidos por serem mais “progressistas”, como o Brad Feld do Foundry Group abrem o jogo mostrando sua escala de prioridades. Reparem que o empreendedor investido é o sexto da lista dele, logo depois dos investidores do fundo.

Podemos pensar diferente? Sim. Vejam como a visão do Fred Wilson nesse post de 2005, “The VC’s Customer” é muito mais inteligente. Agora o investidor do fundo vira o acionista e o empreendedor o cliente.

“Money on the other hand is a commodity, whether its in the hands of the LPs (limited partners -os investidores dos fundos) or the VCs. Money flows to the best returns and always will.”

“I start with the value chain. The entrepreneur creates the value, they are the “raw material” in the venture capital business. If there were no entrepreneurs, there would be no venture capital business. So the VCs who treat the entrepreneur like the customer and invest heavily in customer service will be rewarded with the loyalty of the most important component in the value chain.”

E aí? Bem melhor, não é? Também acho.

crédito imagem: http://www.flickr.com/photos/spiff_27/83577522/

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