A conferência TechCrunch50 começou hoje e as apresentações dos empreendedores estão sendo transmitidas ao vivo pelo site. Mais de 1000 empresas tentaram chegar ao evento e as 50 selecionadas se apresentarão nos próximos 3 dias. Essa é uma boa chance para podermos ver a cara da mais nova safra de startups americanas.

O tema do primeiro painel foi “youth & culture”, cada um dos quatro empreendedores teve apenas 8 minutos para apresentar seu negócio.

Uma visão rápida das 4:

iThryv é uma rede social para crianças e adolescentes aprenderem a gerenciar suas finanças. A interface é bonita, mas complicada demais para o público alvo. O discurso do empreendedor é que ele quis construir algo para ajudar o mundo, mas acho que o problema que ele escolheu para resolver não é um problema tão grande assim (crianças não sabem administrar suas finanças).

Hangout é uma rede social para jovens interagirem com seu conteúdo individual. Uma mistura de Second Life com MySpace. Difícil pensar que as pessoas encontrarão mais tempo para interagir em mais um espaço virtual. Muito bem feito e uma interface diferenciada.

BlahGirls é um site pop de cultura de celebridades, o Ashton Kutcher é o empreendedor e chamou atenção para o projeto que não é nada além de fútil, estúpido e inútil. Não recomendo para filho ou filha de ninguém…

Tweegee é mais uma rede social para crinaças de 8 a 14. Bonitinha e ordinária. Passa em branco pra mim.

O painél de especialistas contou com o Chad Hurley, fundador do Youtube, a Marisa Meyer, gestora de produtos do Google, o Ron Conway, investidor anjo mais conhecido do silicon valley (já investiu em mais de 500 startups nos últimos 20 anos) e o Dan Farber, editor da Cnet.

As impressões que eles passaram não foram muito animadoras. Depois que o investidor disse que não investiria em nenhuma, já deu para concluir como foi o entusiasmo. Desse primeiro grupo não saiu nenhuma startup que vale a pena acompanhar. Pena. Vamos para o próximo.

O segundo painel teve o tema: “Memes & News” e o nível melhorou bastante. Uma breve visão sobre as startups:

Dotspot é um sistema de anotações para conteúdo web. O sistema funciona no lado do browser como uma extensão que pode abrir uma side-bar para o usuário. Com o dotspot nós podemos fazer anotações em qualquer parágrafo de notícias, linkar vídeo, fotos e comentários. Todas as anotações ficam disponíveis para os demais usuários. Eles estão incluindo o “wisdom of the crowds” para o conteúdo de notícias publicado na web. Para quem publica conteúdo (sites de notícia, blogs, etc..) é só adicionar uma linha de código e o site estará habilitado para receber e mandar anotações.

A idéia é bem interessante, o esforço para dar certo é imenso, mas o potencial é grande. A Marisa Meyer parece ter gostado, alguns acham que é bom candidato a ser comprado pelo Google.

Angstro seria na verdade uma funcionalidade interessante para o Linkedin. O sistema agrega conteúdo web sobre as pessoas da sua rede profissional e apresenta isso num formato interessante. Se o Linkedin copiar, já era… Não dá pra competir com o alcance que eles já conseguiram. A tecnologia por trás parece bem interessante.

Livehit: a apresentação foi tão fraca que prejudicou uma avaliação melhor do negócio. A tecnologia parece boa, mas não impressiona. A Marisa Meyer, do Google, matou o problema: não dá para ser uma ferramenta de “push content” com uma necessidade tão grande do usuário clicar e buscar o conteúdo. Precisa melhorar muito ainda.

Quant the news: uma tentativa de interpretar o “sentimento” geral do mercado sobre um ação na bolsa de valores analisando o fluxo de notícias. O produto chama StockMood e me parece uma excelente ferramenta para os homebrokers oferecerem para os investidores de bolsa. Além do sentimento o produto calcula o “humor” do mercado com a ação fazendo uma relação entre o sentimento e as mudanças no preço.

A crítica para o StockMood é que o mercado alvo pode ser pequeno e talvez os investidores profissionais não queiram adotar o produto porque já usam algum outro método para avaliar o impacto das notícias. Mesmo assim o negócio parece promissor, vale acompanhar.

O painel de especialistas mostrou uma visão bem mais otimista para essas empresas comparando com o primeiro grupo. As dúvidas sobre os modelos de negócios são grandes, mas todos mostraram uma boa tolerância com isso.

Os próximos painéis serão: “Enterprise” e “Advertising & Commerce”. Fica para o próximo post.

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