Hoje eu dei uma olhada para a minha estante e reparei como os livros de negócios saíram dos lugares onde coloco os próximos que pretendo ler. Fiz isso depois de ler um excelente post do Seth Godin de como ler os livros de negócios.

O artigo dele separa a leitura (ou a escrita se o ponto de vista é o do escritor) em duas partes, 95% do tempo ele está te motivando a agir, tomar uma decisão ou mudar alguma coisa e apenas em 5% do tempo ele passa a receita de como fazer algo. Ele usa como exemplo oposto os livros de culinária. Quem escreve receitas não fica preocupado em motivar o leitor a ir para a cozinha, 95% do conteúdo dos livros de culinária são receitas de como fazer algo.

Eu gostei muito dessa visão e percebi os meus próprios erros quando li tantos livros de negócios que acabaram não me servindo para grandes coisas. A nossa tendência natural é passar voando por cima dos 95% e procurar logo os 5% que vão, teoricamente, resolver algum problema nosso no próprio negócio.

O problema é que esses 5% (a lista dos 10 conselhos , ou dos 5 “how to”, e os cases de alguma empresa que fez algo que deu certo) raramente irão servir na prática e você provavelmente os esquecerá bem rápido. O importante é entender como aquele autor pode mudar sua perspectiva sobre o seu negócio e te fazer mudar algum comportamento.

Quando a leitura do livro de negócios passa a ter essa cara é bem fácial escorregar para uma categoria de auto-ajuda, como a Elizabeth Spiers criticou num outro bom artigo chamado “Library of the living Dead“. Eu acho que a esmagadora maioria dos livros cai nessa categoria e podem ser simplesmente ignorados, mas creio que algumas coisas boas sempre se salvam.

Voltando para o Seth Godin ele sugere no final do artigo que quando você for ler o próximo livro de negócios, você deve decidir antes de começar que você irá mudar três coisas que você faz todo dia no trabalho. A partir daí leia o livro buscando quais serão essas mudanças, o propósito da leitura passa a ser te persuadir a mudar e escolher o que mudar.

Volto a concordar com ele, as melhores coisas que tirei de leituras de livros de negócios foram novas perspectivas sobre coisas que até então eu enxergava de forma diferente, os cases, listas e bullets dificilmente deram algum resultado.

Agora que chego no final deste texto já fico até motivado a resgatar algumas boas indicações de livros de negócios do Ricardo Jordão (Biz Revolution), ele sempre faz excelentes recomendações.

E você, qual foi o último livro de negócios que te fez mudar sua perspectiva? Divida!

update: ler o Roger Von Oech é um bom começo para mudanças de perspectivas.

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