Andei trocando uns comentários com o Clemente Nóbrega no blog dele a respeito de inovação no Brasil. Depois de algumas discordâncias me parece que conseguimos concordar em essência e discordar em estilo.

Eu concordo plenamente com ele que inovar no Brasil é bem complicado. Motivos não faltam, ele aponta o dedo para o sistema jurídico que não dá as garantias necessárias e principalmente para a corrupção e a impunidade.

Não ouso dizer que essas duas coisas não impactam muito e nem que não são péssimas sob qualquer ângulo que se olhe para elas. Também acho que quando, e se isso melhorar algum dia teremos um ambiente muito mais propício para a inovação no Brasil.

Meu problema com o “estilo” do Clemente é que ele me passou uma mensagem muito pessimista e muito pouco estimulante para quem resolve arriscar e tentar a sorte nessas terras de Dirceus, Valérios e afins. Ele joga o otimismo para o saco da auto-ajuda. Esquece a auto ajuda, não tem nenhum “segredo” aqui.

É difícil? Sem dúvida. É impossível? Nem pensar. Ao invés de empurrar os possíveis jovens empreendedores para dentro das burocráticas multinacionias com seus empregos pseudo-estavéis, com suas regras clonadoras de “recursos humanos”, acho que temos que fazer todo o possível para termos a cada ano uma nova safra de empreendedores tentando superar os obstáculos.

A inovação só aperece se alguém estiver tentando, errando, se arrebentando! A inovação verdadeira não vem das práticas de gestão que eliminam a variância, inovação depende de variância.

Do contrário nada muda mesmo, seremos sempre o porto seguro do esquema, da negociata, da mera bravata.

Conheço muita gente muito boa que sabe com que tipo de desafio está lidando e mesmo assim nem pensa em titubear. Essas pessoas, assim como eu, parecem saber que a virtude não trará uma futura felicidade, a felicidade está na virtude em si.

Sigamos tentando, desafiando e errando, não precisamos de algo que virá, por que fazendo, já temos!

admin

By admin

Related Post