Eu percebo o processo criativo do empreendedor em três fases diferentes: Imaginar, Planejar e Executar. Após essas três fases sua vontade pode virar um negócio. Acredito que Imaginar e Executar são preponderantes, alguns empreendedores conseguem pular direto da imaginação para a execução sem problemas.
O imaginar eu já destaquei nesse post anterior, queria agora explorar melhor o que estou chamando de planejar.
A ferramenta principal do planejar é o famoso plano de negócios ou business plan. Essa ferramenta é um meio importante, as vezes fundamental e imprescindível para um negócio, mas é meio, não fim.
Um dos maiores erros do empreendedor é acreditar que o seu plano de negócios é o seu produto principal, é a sua criação. Não é! É apenas uma hipótese, ou uma foto da sua criação e nunca a criação em si. O grande benefício do plano de negócios não é o próprio plano, mas o processo intelectual de produzir o plano. Quando o plano finalmente estiver pronto, ele já pode ser jogado fora, porque não servirá para muita coisa. A realidade pós-plano será bem diferente daquela planejada.
Por isso acho um erro o empreendedor contratar um consultor para desenvolver seu plano de negócios, isso é dinheiro jogado fora e pura preguiça mental. Fora que não conheço investidores que gostam de ver o plano feito por um consultor de fora do time de empreendedores.
Por que o processo de planejar é importante então? Porque é durante esse processo que o empreendedor pode refletir sobre suas idéias e verificar se elas podem realmente ser executadas. Botando as idéias no papel seguindo alguma metodologia exige um rigor maior sobre as idéias e várias premissas podem ser testadas.
O lado financeiro do empreendimento será fortemente prejudicado sem o planejar e o empreendedor pode sofrer desnecessariamente pela falta do plano financeiro. É aqui que eu acredito que os maiores erros são feitos, mas isso é assunto para um post futuro.
Resumindo, planejar não é a atividade principal e nem a mais importante do processo criativo do empreendedor, mas prescindir dela tira do empreendedor duas coisas que o ajudarão muito: a reflexão sobre suas idéias e uma organização financeira que o poupará de muito sofrimento.
Dito isso fica a dica: planeje, guarde o plano financeiro e jogue o resto fora (ou melhor, guarde na gaveta para dar risada no futuro).

update: hoje começou a circular na internet alguns posts sobre como a Sequoia Capital (investidores da Apple, Google, Yahoo, Cisco Systems, Oracle, PayPal e YouTube) enxerga negócios sustentáveis e na mesma página eles colocam as dicas deles de como escrever um plano, vejam aqui.

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