A notícia de hoje nos blogs de web e venture capital é a indicação de que o Google pretende criar um braço próprio de venture capital.
A matéria do WSJ que deu início à discussão explica um pouco as desvantagens das iniciativas de venture capital corporativo.

O lado do Google é claro. Como eles já compram uma série de startups tecnológicas que foram investidas por outros VCs, (último exemplo aqui) faz sentido pensar em atuar diretamente como investidor ao invés de pagar o prêmio para quem investiu primeiro.

O problema é que a atividade de venture capital combina muito mais com fundos privados independentes do que com braços corporativos. O Fred Wilson escreveu um post explicando a questão da importância do fundo ser administrado por gestores talentosos e como esses caras dificilmente ficam debaixo de um estrutura corporativa.

Ele defende que existe espaço para os VCs corporativos, mas aponta que o desempenho deles é normalmente inferior aos demais.

Para investir em startups é muito importante conhecer o mercado, ter passado pelo processo e ter liberdade para arriscar (muito). Será que os fundos corporativos conseguem ser assim? Acho que só uma ou outra exceção conseguem.

Aqui no Brasil, a Intel vem tendo um papel destacado com seu braço de venture capital, fez bons investimentos e participa ativamente do mercado. Alguém conhece outros VCs corporativos que atuam aqui no Brasil?

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