Li hoje um post e comentários aqui sobre um tema controverso e demasiadamente interessante para deixar passar. Um jovem empreendedor resume sua experiência transformando o título desse post em afirmação. Acho que ele está se posicionando prematuramente (e na minha opinião erradamente).
Não é porque ele teve uma experiência traumática ao empreender com um amigo que ele deva concluir que o erro foi a mistura da amizade com o empreender. Eu mesmo tive problemas logo na primeira empresa que fundei, mas ao invés de culpar a amizade deixei o tempo me ensinar melhor. Hoje, depois de ter fundado mais cinco empresas e continuar empreendendo com grandes amigos percebo que não é a amizade ou a falta dela que determina o sucesso do empreendedor com seus sócios.
Concordo com o Tony Wright (veja o comentário dele no post linkado acima) que o alinhamento da visão sobre o negócio é o fundamental, sendo teu sócio um amigo antigo ou não.
Empreender significa invarialvelmente se relacionar com outras pessoas, sejam elas sócios, clientes, colaboradores, fornecedores ou investidores. Em todas essas relações o empreendedor pode ter dificuldades. Daqui a pouco esse mesmo empreendedor que escreveu o post vai se deparar com alguma dificuldade com um amigo que era seu fornecedor em outra situação e vai acabar escrevendo que não se deve nunca ter amigos como fornecedores. Aí ele vai fechar um investimento com um amigo investidor, vai ter alguma dificuldade e vai acabar concluindo que não se deve receber investimento de amigo. No final ele corre o risco de concluir que é melhor não ter nenhum amigo ou não ter nenhum negócio!
Fica patético. A problema dele não foi a amizade. Empreender com amigos é muito melhor! Comprar de amigos é muito melhor! Vender para amigos é muito melhor! Essa história de ‘amigos, amigos, negócios a parte’ é tão ultrapassada…
Eu poderia escrever mais um monte defendendo as amizades nos negócios, mas vou deixar para vocês enriquecerem a discussão. O que acham, amigos?
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