Ontem estive na feira de empreendedorismo dos alunos da FGV em SP. O convite dos professores Homero Psillakis e Gilberto Sarfati foi para ajudar a avaliar os projetos em termos de inovação, viabilidade e apresentação.

Dentre os 20 estandes montados pelos grupos de alunos, alguns se destacavam com apresentações muito bem feitas (melhor do que de muito marmanjo que se diz empreendedor por aí).
Foi interessante ver a extensão das idéias que são desenvolvidas num projeto como esse. A maioria, por ser um faculdade de negócios, acaba sendo de tentativas de mexer com o modelo de negócios, a distribuição, conceitos e marcas. Poucos projetos são baseados em inovação tecnológica.
O que mais chama a atenção é o entusiasmo de alguns falando de como será o seu novo negócio. Muitos grupos pareciam que realmente pretendiam levar o projeto para a rua, e não só cumprir uma exigência acadêmica. A viabilidade do negócio tinha sido bem pensada e muitos alí tem mesmo condição de fazer aquilo acontecer.
Hoje já é justo dizer que a faculdade esta formando gente com capacidade para empreender e não mais para tirar xerox em escritórios de multinacionais avessas a risco. Esses alunos já percebem que podem escolher seu próprio caminho profissional e podem criar muito mais valor do que aprendendo regras de etiqueta corporativa (bem questionáveis diga-se de passagem).
Ainda acho que o maior ganho virá quando uma faculdade como a FGV fizer um projeto desse em conjunto com uma faculdade de engenharia. Se juntar as competências de negócios desses alunos de administração com as competências técnicas do pessoal de engenharia, o resultado pode ser muito positivo e um nível ainda maior de inovação ser alcançado.
De qualquer forma fica aqui o meu parabéns e boa sorte para todos os novos empreendedores que estão enxergando uma nova possibilidade profissional e também um parabéns e agradecimento para os professores que estão guiando esses alunos.
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