Os 16 minutos desse vídeo abaixo valem mais do que 16 novelas inteiras. Essa foi a palestra que o Clay Shirky deu na Web 2.0 Expo em abril.

O assunto é fascinante. Ele começa voltando pela história da humanidade até a revolução industrial destacando que antes da sociedade começar a efetivamente usar os ativos gerados pela revolução, os homens ingleses passaram um bom tempo imersos no torpor do gin (isso mesmo, na bebida).
Só depois de uma geração que a sociedade saiu desse adormecimento e começou a produzir.

Ele acredita, e eu assino embaixo, que o gin da sociedade contemporânea são as novelas. Elas vem servindo como um dissipador da nossa capacidade cognitiva nos deixando letárgicos e muito menos empreendedores.
A mídia dos últimos 50 anos viveu sob o paradigma do consumo, os veículos de mídia produzem mídia e nós consumimos.

Só que a mídia agora já é vista sob uma forma tríplice, envolvendo a produção, o consumo e o compartilhamento. As pessoas não querem só consumir, querem produzir e compartilhar também. Esse é o fim das mídias tradicionais!

Um excelente exemplo da nossa capacidade de produzir e compartilhar é a Wikipedia. Os números que ele revela são assustadores. A Wikipedia consumiu até agora (numa conta de padeiro) o equivalente a 100 milhões de horas de pensamento humano. Parece muita coisa, né?

Então agora vem os números para derrubar o queixo. Somente nos Estados Unidos as pessoas gastam por ano 200 bilhões de horas assistindo TV. Em um ano poderiam ser feitos 2.000 projetos como a Wikipedia! O material cognitivo investido para produzir uma Wikipedia é desperdiçado num único final de semana nos Estados Unidos apenas por pessoas assistindo os comerciais de TV!

Se o mundo inteiro reduzisse apenas 1% o tempo gasto com a TV e usasse isso para produzir algo como a Wikipedia, nós teríamos 10.000 Wikipedias por ano!

No vídeo ele cita um exemplo de um professor brasileiro que está fazendo um projeto colaborativo. O professor de Fortaleza Vasco Furtado está usando sua capacidade cognitiva para algo bem melhor do que dissipá-la tentando saber quem matou Odete Roitman

update: Aqui tem um outro artigo derivado dessa mesma palestra que para quem gostou do tema vale a pena ler.

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