O empreendedor mais famoso no momento e que talvez mais desperte o interesse de quem gosta dos negócios (e de mulheres bonitas) é o polêmico Eike Batista. Nesse feriado eu li a ótima matéria da Época Negócios (dica do Diego Monteiro) sobre ele Gênio? Fanfarrão? Ambos? e procurei encontrar alguma lição diferente.

O usual é ver como ele é destemido, corajoso, bateu o recorde de velocidade da travessia Santos-Rio,etc… Nada disso ensina muito, afinal ninguém vai virar um amante da velocidade só porque o Eike Batista é assim.
Também não ajuda ficar lendo sobre as aventuras amorosas do sujeito. A Luma de Oliveira é maravilhosa, mas todos conhecemos também grandes idiotas que casaram com mulheres bonitas.

O que foi que encontrei então? Me chamou a atenção, e na minha opinião serve de lição para quem empreende, o cuidado acima da média que ele tem com o retorno sobre o investimento dos seus investidores.

“A grande diferença de Eike em relação a outros empresários é que ele não vê o mercado apenas como mais um meio de financiamento. Ele assume a postura de um gestor de recursos de terceiros, o que passa extrema confiança aos investidores”.

Na sequência a reportagem cita o caso da abertura de capital da MPX, de energia, que sofreu uma enorme queda no preço de suas ações logo após o lançamento, devido a crise no começo desse ano. Eike não quis que os investidores tivessem esse prejuízo mesmo sabendo que era um problema de conjuntura de mercado global e nas regras do jogo isso está previsto.

Ele transferiu para a empresa ativos seus que recompuseram o valor do investimento para os investidores e é claro os deixou bastante satisfeitos.

“Benevolência? Nada disso. Ele precisa do mercado e sabe que esse respeito pode gerar novas e polpudas parcerias no futuro”.

Ele fez porque entende que o empreendedor que pensa grande precisa do investidor para viabilizar seus planos. Essa é a lição que ele conhece bem.

Compare isso com a última abertura de capital feita na Bovespa, a da Le Lis Blanc. Parece que os oportunistas que compraram a empresa no ano passado só queriam o dinheiro fácil dos investidores. Começaram dizendo que a ações deveriam valer algo como R$10,50 a R$12,50, na última hora reduziram o intervalo para entre R$7,50 e R$8,50. Resolveram fechar a venda por R$6,75 e no primeiro dia as ações despencaram 20%! Ou seja, aquilo que eles disseram que valia R$12,50 fechou o primeiro dia de negócios valendo R$5,40. É menos da metade. Dá pra confiar nessa turma?

Não importa se você está construindo uma mineradora para competir com a Vale, uma cadeia de lojas de roupas de luxo, ou se está iniciando uma pequena empresa qualquer. No Brasil, sem capital, o empreendedor sofre demais. Se quiser dar uma de esperto no curto prazo vai se dar mal. Cuidar do retorno de quem ajuda a viabilizar os teus sonhos se mostra uma lição importante.

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