23/09/2008

O que a Web 2.0 reserva para consumidores, empresas e empreendedores

Outra palestra imperdível da Web 2.0 Expo em NY. O criador do termo "web 2.0", Tim O'Reilly, fala sobre a importância de trabalharmos com os problemas que importam para a coletividade. Sobre criar valor além do que tiramos do mercado ou da sociedade.

A palestra começa por um outro caminho, não muito próximo de onde termina, então não desista nos primeiros cinco minutos.

No início ele fala mais sobre a visão de como a internet será cada vez mais guiada por uma inteligência coletiva que virá menos das pessoas digitando nos teclados e mais de dados capturados por sensores. Dispostivos que carregamos ou que passarão a ser instalados em todos os tipos de eletrodomésticos, veículos, etc...

Os exemplos disso são mostrados. Um hacker que instalou um disposito na lavanderia do dormitório da faculdade, para avisá-lo pelo twitter, quais lavadoras estão disponíveis. Outro exemplo: plantas avisando o dono que precisam de água através de uma rede IP (usando o asterisk!). Mas esses não são os problemas importantes, apenas mostram as possibilidades.

Depois disso ele fala sobre como as empresas devem encarar a web 2.0. Uma visão interessante que tira as redes socias do palco e coloca o back-office das empresas debaixo da luz.

A partir daí a palestra toma outro rumo e ele segue para a questão maior, de como os empreendedores e criadores de startups tem que se certificar que estão tentando resolver problemas relevantes, importantes para o mundo. Essa última parte é muito boa. Assista e pense no assunto.





Reblog this post [with Zemanta]

22/09/2008

Excesso de informação não é o problema

Mais uma vez o Clay Shirky faz uma palestra excepcional. Dessa vez, na Web 2.0 Expo, ele focou a questão do excesso de informação, argumentado que, apesar do que todos falam, não é esse o nosso real problema. O desafio é como filtrar informação.

O excesso de informação começou lá atrás, com Gutemberg. O problema agora é como estabelecer filtros eficientes sobre o fluxo de informações. O exemplo que ele cita na palestra é excelente para provar esse ponto. Assista, vale a pena.







Reblog this post [with Zemanta]

17/09/2008

Atendimento ao cliente é o novo marketing

A palestra "Customer Service is the new Marketing" do Lane Becker da Get Satisfaction foi a primeira do segundo dia da Web 2.0 Expo NYC. Apresentação muito bem feita sobre as mudanças que as empresas precisam entender para poderem conversar com seus clientes hoje em dia.

Ele citou muito a Zappos como a melhor referência de atendimento ao cliente. A própria Zappos se define como: "uma empresa focada em atendimento ao cliente que por acaso vende sapatos".

O outro ponto que ele destacou muito é que as empresa tem que começar a agir mais como uma concierge de um hotel. A idéia é basicamente ter menos controle e mais influência.

O case da Comcast também é bem interessane de acompanhar. Eles tem mais de 5000 atendentes nos seus call centers, mas uma pequena equipe de 12 pessoas foi montada para fazer um acompanhamento nas midías socias (twitter, facebook, blogs, etc).

Liderados pelo Frank Eliason eles respondem tudo o que é colocado sobre a Comcast nessas mídias e vem tendo excelente resultado. Eles agem exatamene como a tal concierge de hotel, ajudam os clientes insatisfeitos, ou com problemas, a encontrar uma forma de resolvê-los.

Muitas empresas grandes estão de olho nesse caso para tirar lições de como entrar nesse novos canais de conversação com clientes. O caminho é nitidamente sem volta, quanto mais demorarem para aderir, pior será.

Reblog this post [with Zemanta]

37 Signals detonando paradigmas na Web 2.0 Expo

Venerado ou desprezado, Jason Fried da 37Signals fez duas apresentações marcantes hoje na Web 2.0 Expo.

Ele fala sobre as coisas que acredita, confia no jeito que faz as coisas e desafia uma porção de paradigmas empresariais que quase todo mundo segue sem questionar. A palestra dele foi "10 lessons we learned at 37Signals".

As frases são curtas e grossas "O planejamento é totalmente sobrevalorizado", "Decisões são temporárias", "A interrupção é o pior inimigo da produtividade", "Foco naquilo que não muda", "Siga os grandes Chefs", "Desista dos problemas muito difíceis", "Trabalhe menos".

Reuniões? Nem pensar! A equipe faz de tudo para se encontrar pessoalmente o menos possível. Trabalho? Só de segunda a quinta, sexta é livre. Assim todo mundo se foca melhor sabendo que tem um dia a menos para fazer o que tem que ser feito. Benefícios? A empresa ajuda a pagar alguns hobbies pessoais (curso de aviação por exemplo) e entrega um cartão de crédito corporativo para os membros da equipe (pode gastar com coisas pessoais também - mas não me pergunte em que exatamente...)

Todas essas "lições" acabam sendo questionadas quando a realidade da empresa dele é explicada: apenas 12 funcionários (5 em Chicago e os outros espalhados pelo mundo), a empresa fatura menos do que $10 milhões e ainda é bem nova.

Mesmo assim vale a pena prestar atenção no que ele fala. A palestra te faz pensar uma série de conceitos que normalmente não paramos para questionar. Se a palestra for disponibilzada em vídeo vou tentar publicar aqui depois. Vale a pena. Enquanto isso você pode dar uma olhada no blog deles.

update: O Kris Jordan publicou um bom resumo da palestra, veja aqui.

16/09/2008

Primeiro dia da Web 2.0 Expo NYC


Web 2.0 Expo New York 2008

O primeiro dia da conferência "Web 2.0 Expo" em Nova York já terminou. Como os próprios gringos constumam dizer, o melhor está nos corredores e halls da conferência. A experiência de sentar para almoçar numa mesa com gente do mudo inteiro é muito rica (não adianta, mesmo com toda a crise, NY continua sendo a capital do mundo).

Almoçei com dois finlandeses, dois indianos e americanos do leste e oeste. A troca de experiências é muito proveitosa. O indiano da KPMG estava muito interessado em saber mais sobre a possibilidade de terceirzar desenvolvimento de software no Brasil. Fiquei impressionado com as idéias dos finlandeses, os caras são ambiciosos e partem para o mercado americano com a maior naturalidade, estão na nossa frente.

O dia foi dos workshops. Pela manhã participei do "Online customer communities that connect and thrive: Creating the right mix of purpose, passion, people, and platforms" com a Lois Kelly da Beeline Labs. Tudo a ver com o Beezzer. Os palestrantes dividiram a platéia em grupos. Meu grupo (tinha gente de todo canto do mundo) criou uma comunidade para teatros regionais nos EUA, foi bem interessante.

Cada grupo fez uma apresentação e o workshop acabou com os palestrantes indicando uma série de casos bem interessantes. Quem quiser dar uma olhada no material pode ver os slides no slideshare do Francois Gossieaux.

A tarde o workshop foi "Enterprise 2.0 Jumpstart" com o Thomas Vander Wal da Infocloud Solutions. O palestrante tem um grande conhecimento sobre como as empresas devem entrar no mundo 2.0. Muitos exemplos, vantagens, problemas, pena que a apresentação monotônica hipinotizou os que comeram muito no almoço.

Assisti também uma parte do workshop "Free Traffic: SEO/SMO Search Engine & Social Media Optimization". O palestrante foi o Chris Smith da Netconcepts. Se ele for ao Brasil, aposto que terá coisa para aprender com o pessoal da DirectPerformance.

Fim do primeiro dia. Amanhã tem mais coisa boa, por exemplo a sessão "Customer Service is the New Marketing".

Reblog this post [with Zemanta]

13/09/2008

O fim do papel: plastic logic

A startup que mais se destacou na conferência DEMO Fall 08 foi a Plastic Logic.

Vencedora do prêmio "people's choice" com todo o mérito.

Imagine um dispositivo para leitura de tudo o que você hoje vê no papel, em um pedaço de plástico do tamanho da tela de um notebook, só que mais fino e mais leve do que o MacBook Air, com uma bateria que dura dias e não horas. Com Bluetooth e Wi-fi, já estão chamando de "o Kindle corporativo".

O produto ainda não está disponível para a venda (somente no começo do ano que vem) e o preço também não foi revelado, mas a vontade de ter um desses já é imediata. Veja a demonstração no vídeo.

O futuro da internet

Todo o barulho da TechCrunch50 conseguiu mesmo tirar a atenção do outro evento de startups que aconteceu quase que simultaneamente. A Demo Fall 08 também lançou um grande número (72) de novas startups no mercado.

Ainda não pude assisitir todas as apresentações e pouco vi sobre as novas empresas. Um bom post para entender os temas, destaques e as novidades foi escrito pela Sarah Perez da ReadWriteWeb, veja aqui.

Já assisti alguns painéis interessantes. Este no vídeo abaixo vale muito a pena. Moderado pelo Nova Spivack, fundador do Twine e com as presenças dos principais pensadores do futuro das grandes líderes da web:

Howard Bloom, Autor, The Evolution of Mass Mind from the Big Bang to the 21st Century

Peter Norvig, Director of Research, Google Inc.

Jon Udell, Evangelist, Microsoft Corporation

Prabhakar Raghavan, PhD, Head of Research and Search Strategy, Yahoo! Inc.

O principal tema foi a grande mudança que está começando a acontecer com a internet.

Para fora da web e para dentro do mundo. De "World Wide Web" para "Web Wide World". A internet se tornando o mundo. Os exemplos disso são o "geo-tageamento", o Google lançando seu próprio satélite, displays flexivéis que levam a web para fora do escritório, papel virtual, lentes de contato digitais que podem projetar imagens direto na sua retina.

Pergunta interessante feita para os participantes e respondida pelo Howard Bloom: " Já inventamos tudo? Obviamente não. Já inventamos umas 14 letras de um alfabeto, falta só inventarmos mais umas 10 letras, as palavras, as frases e os discursos contextualizados..."

Outra: "A web está se tornando um grande cérebro global? Esse cérebro será o Google?

Um cérebro que pensa por conta própria não, mas que a web está se tornando uma grande extensão de nossa memória, isso está. Possibilidades futuras disso? Muitas, mas o grande desafio parece ser transformar o que é hoje um mecanismo de busca em um mecanismo de realização de intenções. Você tem uma intenção de fazer algo e a web te ajuda a realizar. Se despertou tua curiosidade veja a discussão no vídeo.

12/09/2008

Empreendedorismo radical

O Peter Diamandis é o fundador da X Prize, fundação que tem como missão: "criar inovações radicais para o benefício da humanidade".

A estratégia é oferecer um enorme prêmio em dinheiro (US$10 milhões por exemplo) para promover competição de alto nível e muita publicidade. Os prêmios estão focados em várias categorias como a conquista espacial, novas energias, bio-genética, e outras que podem impactar enormemente a vida na Terra (ou fora dela).

Neste vídeo ele fala sobre essa estratégia e sobre o prêmio que foi dado para a equipe que conseguiu a façanha de levar 3 pessoas a 100km de altitude duas vezes, em duas semanas, com a mesma nave. A vencedora foi a já famosa SpaceShipOne.

Outra idéia interessante que ele descreve na palestra de 15 minutos é a enorme oportunidade que existe para reduzir o custo de levar indivíduos para o espaço (uma loucura hoje que será rotina no futuro). Hoje esse custo é de US$20 milhões com uma viagem na nave espacial russa Soyuz. Quão barato poderia ser? O custo teórico segundo ele é de US$100,00! (com algumas quebras dos limites atuais do nosso domínio da física, é claro).

Não me lembro de ter visto um misto tão interessante de empreendedor e cientista como desse cara. Também não surpreende que dois dos principais apoiadores da fundação são os fundadores do Google, Sergei Brin e Larry Page. Vale a pena assistir a palestra.

11/09/2008

Empreendedorismo na escola

Nem só de nepotismo e corrupção vivem nossos governantes. As vezes alguns fazem algo decente, e aí tem que elogiar também.

Recebido da Endeavor

Caros amigos Endeavor,

Segue uma matéria que saiu no O GLOBO essa semana.
A Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro vai inserir o empreendedorismo na grade curricular nas escolas públicas.
Esse é um dos resultados da Semana Global do Empreendedorismo.
Isso é só o começo!!

Escolas terão atividades de Empreendedorismo

Estado ainda avalia qual a melhor metodologia para o projeto, a ser implantado em 2009.

O empreendedorismo vai virar projeto nas escolas públicas estaduais do Rio. Longe de querer transformar o assunto numa fórmula matemática em sala de aula, a idéia da Secretaria estadual de Educação é, por meio de atividades lúdicas, ensinar alunos do ensino médio a ter uma postura empreendedora.

O que nós queremos é um cidadão que seja protagonista da sua vida profissional, não importando se ele vai ser empregado de alguém ou se vai ter o seu próprio negócio - disse o subsecretário de Gestão da Rede e de Ensino, Rafael Martinez.

O projeto deve começar a ser executado nos colégios em 2009. Segundo Martinez, antes é preciso escolher qual a metodologia a ser utilizada. Por isso, uma equipe da secretaria já começou a conversar com profissionais e a visitar instituições para conhecer práticas adotadas em outros lugares com resultados positivos.

Para estimular desde já uma conscientização sobre o tema entre alunos e professores, a secretaria vai marcar presença na Semana Global do Empreendedorismo, que acontecerá em novembro, com atividades simultâneas em 54 países. Nas escolas do estado, haverá eventos como palestras e seminários.

São muitos os ganhos de se trabalhar com noções de empreendedorismo nos colégios.Um deles é que o estado está recebendo muitos investimentos, o que gera novas oportunidades a serem aproveitadas por aquelas pessoas que tiverem mais iniciativa - disse o gerente de Educação e Cultura Empreendedora do Sebrae do Rio, Francisco Marins.

A idéia, segundo Martinez, é trabalhar os conceitos, sem transformá-los numa disciplina à parte da grade curricular. Todos os alunos gostam de festa junina, por exemplo. Eles poderiam ajudar a organizar essa festa, calculando quantas espigas de milho serão necessárias, vendo o horário e a logística - exemplificou Martinez.



photo credits:justabiggeek

Último dia da TechCrunch50 e um portfolio final


O último dia da TechCrunch50 teve os painéis "Rich Media", "Games", "Vertical Social Networking" e para terminar "Research & Recommendations".

O primeiro painel sobre Rich Media foi o melhor. Os especialistas que avaliaram as startups foram o Bradley Horowitz, o ex-estrategista de produtos do Yahoo; o Joi Ito, investidor muito infuente na web que preside o conselho da Creative Commons e da Six Apart, além de conselheiro do Technorati e da Mozila foundation; o Robert Scoble, blogueiro estrelinha, mas também muito influente e por último a Sheryl Sandberg, COO do Facebook e ex-executiva do Google.

As duas primeiras startups que apresentaram seus negócios eram bem parecidas. A Videosurf é uma ferramenta que te permite fazer buscas dentro do conteúdo de vídeos. É bem útil, mas deve virar uma funcionalidade de outras ferramentas mais usadas. A Gazopa permite que você desenhe alguma coisa no paint e a ferramenta busca imagens semelhantes na web. Útil também, outra funcionalidade para o Google lançar.

A Fotonauts "images for humanity" é uma ferramenta para criar e compartilhar albuns de fotos bem diferenciada. Muito melhor do que Picasa, Flickr ou Photobucket. Mesmo sendo melhor acho dificil imaginar que os usuários vão deixar de usar seus serviços atuais para usar a Fotonauts, mas se você quiser criar um album de viagem, com muito conteúdo adicional, vale a pena dar uma olhada.

Por último, a melhor de todas, a Bojam. Acho que essa tem um futuro bem promissor, focada em músicos e pessoas que gostam de tocar ou aprender música. É um mixer no browser com vários canais configuráveis para diferentes instrumentos. Você pode compor uma música com gravações de diferentes músicos do mundo inteiro. Todos os canais possuem um vídeo do músico tocando, as notas passando conforme a música toca, e botões para pausar, parar, etc.. Você pode isolar a guitarra de uma música e aprender no seu próprio ritmo. É possível gravar sua própria perfomance, mixada com a de diversos músicos. Um grupo pode até gravar a música final e botar a venda no Itunes. Sensacional.

Não pude dar atenção ao painel de games e ao de redes sociais verticais, mas pelo que vi depois não tinha nada alí realmente interessante. No último painel do evento surgiram outras duas startups bem interessantes. A GoodGuide e a Truecar.

A GoodGuide é um guia para consumidores sobre todos os produtos de consumo que você pode encontrar na sua casa. De cosméticos a material de limpeza, o guia traz informações ricas sobre os produtos. Cada produto tem uma avaliação detalhada sobre seus impactos na saúde, no meio-ambiente e na sociedade. Com a aplicação para o Iphone você pode "scanear" o código do produto na prateleira do supermercado e o serviço te mostra na telinha todas as informações sobre o produto na sua mão.

Nesses tempos de consumidores ativistas, o GoodGuide é uma ferramenta poderosa para os consumidores exigirem produtos mais corretos. Por enquanto o serviço está restrito aos americanos e a produtos de consumo, mas os planos são para expandir para diversas outras categorias como eletrônicos, brinquedos, etc.

A Truecar é uma ferramenta para ajudar quem vai comprar um carro. Toda vez que partimos para a compra de uma carro novo, ficamos com aquela preocupação se estamos pagando um bom preço. A tentativa da Truecar é de trazer a verdade para a precificação de automóveis. No site o consumidor pode encontrar o preço justo (aquele que os consumidores estão pagando e não os que as revendas estão anunciando). Eles usam uma enorme variedade de fontes para esses preços, como as seguradoras e os bancos.

Fim das apresentações. Acho que o melhor comentário no final foi do Don Dodge, ele lembrou que se você conversasse com os fundadores do Google no mesmo estágio que essas startups estão hoje, você teria a mesma impressão de que são apenas idéias interessantes e nada além disso. Sorte de quem consegue enxergar adiante e investir naquelas que despontarão como as novas líderes da web.

Vou deixar aqui registrado o portfolio de 10 startups que eu, se pudesse, investiria baseado apenas nas apresentações do evento. No futuro será interessante voltar a esse post e ver o resultado. Aqui vai: Dotspots, Yammer, Open Trace, Personal Ria, iCharts, Fitbit, Swype, Bojam, Truecar e GoodGuide.

09/09/2008

As melhores do dia na TechCrunch50


Nos painéis da tarde do segundo dia da TechCrunch50 apareceram as apresentações mais interessantes do dia.

A mais bizarra surgiu no painel "Mobile". Um japonês doido apresentou a Tonchidot, empresa que criou a Sekai Camera. Vale a pena assistir o video da apresentação. A idéia é usar seu Iphone com a camera para apontar para lugares, objetos e o sistema mostra na tela uma porção de tags com informações sobre o alvo. O video mostra um usuário num shopping apontando o Iphone para todas as direções e vendo as tags. O usuário também grava suas tags quando vê alguma coisa de seu interesse.

A demonstração causou uma comoção na platéia que rapidamente mudou para gargalhadas quando as perguntas do Tim O'Reilly começaram a mostrar a fragilidade do projeto. O empreendedor japonês não tinha resposta para nada, ele só dizia "join us", "imagination", "believe". Foi de longe a apresentação mais divertida, pena que faltaram as respostas para como construir o negócio de verdade.

A outra startup do painel mobile que todos adoraram foi a Fitbit. Uma idéia interessante para os EUA, que não sei se seria tão aclamada aqui no Brasil. Os investidores do painel acharam a melhor do dia para investir. O Evan Williams (fundador do Blogger e do Twitter) também se apaixonou pelo produto. Por $99 você compra um pequeno dispositivo com sensor e prende ele na sua roupa. Ao longo do dia (e da noite) ele registra toda a sua movimentação e calcula o seu consumo de calorias.

No site (gratuito) você acompanha o seu gasto calórico e pode inserir seu consumo diário. Essa é a parte complicada, como ficar digitando no site tudo o que você comeu. O Michael Arrington deu uma idéia para isso: cobrar para que o usuário possa simplesmente tirar fotos das comidas e fazer o upload para o site, do outro lado alguém traduz isso para o sistema e você passa a ter um acompanhamento completo.

O discurso do empreendedor é bem correto dizendo que quer transformar os Estados Unidos num país mais saudável, mas o consenso muito fácil com o sucesso do negócio me faz ficar um pouco cético.

No painel seguinte "Language & Communication", duas startups chamaram a atenção positivamente, a Postbox e a Swype.

A Postbox é um aplicativo de e-mail desktop. Desktop? Sim, essa é a parte ruim, mas as questões de segurança e rapidez fazem algum sentido. O interessante é a forma nova que eles conseguiram de organizar as informações dos e-mails. Parece melhor que o Xobni que já melhora muito o Outlook. Eu pretendo testar para ver se vale a pena. Se interessar também assista a apresentação.

A Swype deu um show de inovação. Essa vale a pena assistir sem nenhuma dúvida. Veja aqui.
Os caras que já estiveram envolvidos com a criação do T9 (aquele formao de input de texto no celular) criaram agora esse novo método de entrar texto em aplicativos. Você desliza o dedo ou a caneta pelo teclado e o sistema entende as palavras. É bem impressionante. Solução ideal para o teclado do Iphone. O empreendedor afirma que pode inserir 50 palavras por minuto. A demonstração foi ao vivo e os jurados testaram eles mesmos no final. Essa foi a melhor do dia.

Assistir essas apresentações é muito enriquecedor para qualquer empreendedor. Você pode conhecer as novas startups do silicon valley, pode ver os tipos de apresentações que os empreendedores fazem, as perguntas dos grandes nomes da web. Tem bastante conhecimento para ser assimilado, aproveite.





Reblog this post [with Zemanta]

Novas Startups no TechCrunch50 - parte 4


O painel "Finance & Statistics" da TechCrunch50 foi bem mais interessante e os mesmos especialistas do painel anterior puderam interagir com empreendedores bem qualificados.

Personal RIA: um serviço web para ajudar o usuário a administrar seus investimentos. Os advisors profissionais tem que ser aprovados pelo site e o usuários escolhem o profissional que querem seguir. Uma série de funcionalidades bem interessantes estão a disposição do usuário que pagar 0,5% ao ano sobre o valor da sua carteira. Esse mercado é gigante, mas muito competitivo. A estratégia é conseguir conquistar um número decente de usuários para depois barganhar com os homebrokers para que eles oferecem o site como um serviço agregado. Se conseguirem capital para gastar com aquisição de usuários tem tudo para decolar.
Modelo de negócio? Taxa anual sobre o volume de dinheiro gerenciado (0,5%)
Acho que uma versão brasileira daria certo também, especialemente nesse momento com mais de 500mil investidores pessoas físicas perdidas com a derretida da Bovespa.

Emerginvest: "yahoo finance para o resto do mundo". Um site para ajudar os investidores americanos a investirem em países emergentes. O empreendedor acha que as ferramentas disponíveis hoje não tem a profundidade de informação sobre os mercados emergentes. Alguém precisa mostrar para ele o Bloomberg ou o Reuters. Eles não tem nenhuma informação exclusiva, apenas fazem um "crawling" de informações já existentes.
Os investidores que pagariam por isso já tem acesso a esse tipo de informação por outros meios já disponíveis. Não boto muita fé, acho que o empreendedor deveria conhecer melhor esse mercado ultra-competitivo. O Don Dodge sugeriu que ele se transformasse numa ferramenta "white-label" para o Yahoo Finance ou o Google Finance.
Modelo de negócios? ainda não sabem

ExchangeP: um mercado online virtual para as pessoas determinarem o preço justo das empresas que não tem capital aberto na bolsa. O "valuation" das empresas seria encontrado baseado nas operações "faz-de-conta" dos usuários. Eles já tem 75 empresas listadas. Oferecem prêmios em dinheiro real para os usuários que acertarem mais nas suas operações de compra e venda de mentirinha.
O interessante dessa startup é que ela pode ir por dois caminhos, ou usar essa tecnologia para brincar de valuation "faz-de-conta" de uma monte de coisas além de empresas fechadas, como por exemplo o valor de imóveis, carros, artes, etc.., ou tentarem transformar o serviço para que sejam feitas operações reais, criando assim um mercado secundário para ações de empresas fechadas. Aí o negócio começa a ficar bacana. O empreendedor parece muito bom, acho que investirão nele.
Modelo de negócios? Propaganda e premium fees.

Me-trics: mais uma idéia maluca: "Google Analytics para as outras coisas da sua vida". A idéia do empreendeor é oferecer um sistema de análise estatística que gere correlações entre tudo o que afeta a vida da pessoa. O número de posts no seu blog versus o seu humor matinal, ou quanto tempo você passa online em casa versus o seu nível de stress.
O problema é como coletar todas essas informações. Muitas estão online através das APIs abertas, mas outras são subjetivas e dependem do input do usuário.
Pode ser engraçado nas primeiras semanas, mas depois...
A idéia dos especialistas e usar a tecnologia para embarcar em outros hardware, exemplo: vc bota essa inteligência na balança do banheiro e ele transmite via web para sua conta toda vez que você se pesar, o sistema correlaciona essa informação com o resto e te diz o que está impactando o seu peso. Maluco mesmo, mas quem sabe?
Modelo de negócios? Não sabe.

iCharts : o Youtube dos gráficos. Criar, embutir, e compartilhar gráficos na web e em documentos digitais. O negócio é muito útil e muito bem feito. Você cria gráficos interativos com enorme facilidade. O sistema gera um arquivo flash que você pode embutir numa apresentação powerpoint ou num pdf e quando você abre o documento o gráfico interativo pode ser usado.
Além disso, você pode incluir um comentário em audio que acompanha o gráfico.
Outro ponto de destaque é a indexação automática que o sistema faz dos gráficos para que eles sejam encontrados facilmente pelas ferramentas de buscas como o Google.
Acho que foi o melhor do painel. Será investido com certeza, mas terá que mudar algumas idéias.
Modelo de negócios? Propaganda. O Mark Cuban deu uma idéia melhor: licenciar a tecnologia para outras empresas (todas as acima por exemplo).

Novas Startups no TechCrunch50 - parte 3








No segundo dia da TechCrunch50 os temas da manhã foram: "Collaboration" e "Finance & Statistics"

O painel de especialistas do dia foi formado por:
Roelof Botha, da Sequoia Capital, ex CFO da PayPal
Mark Cuban, empreendedor que ficou bilionário e comprou o time da NBA Dallas Maveriks
Don Dodge, da Microsoft
Kevin Rose, fundador do Digg

No primeiro painel "Collaboration" as seguintes startups fizeram suas apresentações:

Tingz: Mais uma rede social para compartilhar conteúdo com amigos na web. A interface é bacana, o design agradável, mas quem precisa de mais uma dessas? O empreendedor vendeu que seu principal diferencial é oferecer uma experiência consistente através de diversas plataformas (Mac, Iphone, win media). E daí? Muito fraco, nasceu morto...
Modelo de negócios? Não soube responder, rodou...

Mixtt: Mais uma rede social, dessa vez para grupos de amigos encontrarem outros grupos de amigos (um grupo que joga futebol encontra outro para marcar uma partida). Facebook, Myspace e Orkut são para indivíduos, o Meetup é para grandes grupos e o Mixtt seria pra grupos menores. Seria... também acho que não vai dar certo. Poderia dar certo como uma aplicação para as redes existentes.
Modelo de negócios? Propaganda.

Imindi: "Conecte suas idéias com a de outros usuários através de mapas mentais". Esses ingleses querem dominar o mundo criando uma única mente coletiva da humanidade. Os caras parecem que entedem do assunto científico (neurologia), mas estão viajando na determinação do problema que querem resolver.
As "jornadas" de pensamento coletivos que eles propoe são bem interessantes, mas resta saber porque as pessoas vão querer descrever todos os seus pensamentos no formato de mapas mentais (igual o mindmanager) online para o uso coletivo. As pessoas voluntariaram para criar a wikipedia poderia ser um argumento, mas mesmo assim é complicado contar só com a boa vontade dos seres humanos.
Se eles aplicarem a tecnologia para coisas mais específicas, podem encontrar nichos interessantes.
Foi engraçado o comentário do Mark Cuban sobre o projeto: "The biggest bull-shit I´ve ever heard".
Modelo de negócios? Propaganda (contextual ads)

Popego: Um serviço web que gera um perfil de interesses baseado no conteúdo que você tem associado ao seu username em diversos outros serviços web (facebook, orkut, twitter, flickr, youtube, delicious, digg, etc..). A ferramente tem um equalizador para o usuário dar uma arrumada nesse perfil. A partir daí a ferramenta passa a ter recomendar conteúdo mais relevante para o seu perfil.
Você pode dar feedback para a ferramenta avaliando positiva ou negativamente o conteúdo oferecido, e ela aprende com isso.
A interface é muito legal, mas o mercado pode ser muito pequeno. Só os "early-adopters" ou geeks devem adotar uma ferramenta dessas.
O modelo de negócios? Propaganda (target ads).

Como você pode ver o painel foi bem fraco. O segundo foi bem melhor, veja no próximo post.

08/09/2008

Novas startups TechCrunch50 - parte 2

o painel "Enterprise" da TechCrunch50 quatro startups bem interessantes apresentaram seus negócios. Vamos a elas:

FairSoftware é um serviço web para fundadores de startups, blogueiros e pessoas que trabalham em projetos através da web. Você pode criar uma startup, dividir as quotas e acompanhar o desenvolvimento do negócio e a monetização. Interessante, mas não sei se funcionaria por aqui. As regras, leis e afins são bem diferentes.


Yammer essa foi o grande destaque para mim. Uma mistura de Twitter com Friendfeed para uso interno nas empresas. Muito melhor do que e-mail, gera uma base de dados/conhecimento para a empresa. Com ela fica bem mais fácil buscar alguma coisa no futuro. Estão lançando com uma aplicação para desktop, outra para o Iphone, Blackberry, IM, muito bom! Acho que essa startup vai crescer muito. O track record do CEO, David Sacks (fundador do Geni.com), já diz muita coisa também. Como ganhar dinheiro com a aplicação gratuíta para os usuários? A empresa pode requisitar o controle do serviço relativo a sua marca e paga por isso. Melhor do dia até aqui.

Connective Logic ferramenta para desenvolvedores de aplicações. Apesar de não entender a "tecneira" toda, deu para perceber que estão tentando resolver o desafio da programação multi-core. Uma apresentação muito técnica e meio inútil para quem não sabe programar ou desenhar sistemas.

OpenTrace uma aplicação ambiciosa para acompanhar o impacto ambiental de qualquer produto ou serviço. Essa startup japonesa tem uma chance de evoluir o produto atual para uma aplicação de uso bem diversificado e amplo, mas ainda é cedo para poder avaliar seu impacto, acho que tem potencial. Gostei do logo.


O painel seguinte teve o tema: "Advertising & Commerce"

As quatro startups foram: Burt, Adgregate, AdRocket e OtherInbox

Passei batido pela Burt e pela AdRocket, sobre as outras:

A Adgregate é uma ferramenta para transformar display banners em transaction banners. Lembrei do pessoal da Boo-Box porque a proposta de valor é aumentar a conversão de vendas ao mesmo tempo que mantém o usuário no site que mostrou o banner. Aumenta a possibilidade de monetização para publishers e possibilita um cálculo muito mais preciso de retorno sobre o investimento da campanha.

A OtherInbox apresentou uma série de funcionalidades interessantes para gerenciar a nossa caixa postal pessoal. Melhor organização, mais contexto e controle sobre o que recebemos. Uma possível solução para a sobrecarga de e-mails.

Final do primeiro dia.







Reblog this post [with Zemanta]

Novas Startups no TechCrunch50


A conferência TechCrunch50 começou hoje e as apresentações dos empreendedores estão sendo transmitidas ao vivo pelo site. Mais de 1000 empresas tentaram chegar ao evento e as 50 selecionadas se apresentarão nos próximos 3 dias. Essa é uma boa chance para podermos ver a cara da mais nova safra de startups americanas.

O tema do primeiro painel foi "youth & culture", cada um dos quatro empreendedores teve apenas 8 minutos para apresentar seu negócio.

Uma visão rápida das 4:

iThryv é uma rede social para crianças e adolescentes aprenderem a gerenciar suas finanças. A interface é bonita, mas complicada demais para o público alvo. O discurso do empreendedor é que ele quis construir algo para ajudar o mundo, mas acho que o problema que ele escolheu para resolver não é um problema tão grande assim (crianças não sabem administrar suas finanças).

Hangout é uma rede social para jovens interagirem com seu conteúdo individual. Uma mistura de Second Life com MySpace. Difícil pensar que as pessoas encontrarão mais tempo para interagir em mais um espaço virtual. Muito bem feito e uma interface diferenciada.

BlahGirls é um site pop de cultura de celebridades, o Ashton Kutcher é o empreendedor e chamou atenção para o projeto que não é nada além de fútil, estúpido e inútil. Não recomendo para filho ou filha de ninguém...

Tweegee é mais uma rede social para crinaças de 8 a 14. Bonitinha e ordinária. Passa em branco pra mim.

O painél de especialistas contou com o Chad Hurley, fundador do Youtube, a Marisa Meyer, gestora de produtos do Google, o Ron Conway, investidor anjo mais conhecido do silicon valley (já investiu em mais de 500 startups nos últimos 20 anos) e o Dan Farber, editor da Cnet.

As impressões que eles passaram não foram muito animadoras. Depois que o investidor disse que não investiria em nenhuma, já deu para concluir como foi o entusiasmo. Desse primeiro grupo não saiu nenhuma startup que vale a pena acompanhar. Pena. Vamos para o próximo.

O segundo painel teve o tema: "Memes & News" e o nível melhorou bastante. Uma breve visão sobre as startups:

Dotspot é um sistema de anotações para conteúdo web. O sistema funciona no lado do browser como uma extensão que pode abrir uma side-bar para o usuário. Com o dotspot nós podemos fazer anotações em qualquer parágrafo de notícias, linkar vídeo, fotos e comentários. Todas as anotações ficam disponíveis para os demais usuários. Eles estão incluindo o "wisdom of the crowds" para o conteúdo de notícias publicado na web. Para quem publica conteúdo (sites de notícia, blogs, etc..) é só adicionar uma linha de código e o site estará habilitado para receber e mandar anotações.

A idéia é bem interessante, o esforço para dar certo é imenso, mas o potencial é grande. A Marisa Meyer parece ter gostado, alguns acham que é bom candidato a ser comprado pelo Google.

Angstro seria na verdade uma funcionalidade interessante para o Linkedin. O sistema agrega conteúdo web sobre as pessoas da sua rede profissional e apresenta isso num formato interessante. Se o Linkedin copiar, já era... Não dá pra competir com o alcance que eles já conseguiram. A tecnologia por trás parece bem interessante.

Livehit: a apresentação foi tão fraca que prejudicou uma avaliação melhor do negócio. A tecnologia parece boa, mas não impressiona. A Marisa Meyer, do Google, matou o problema: não dá para ser uma ferramenta de "push content" com uma necessidade tão grande do usuário clicar e buscar o conteúdo. Precisa melhorar muito ainda.

Quant the news: uma tentativa de interpretar o "sentimento" geral do mercado sobre um ação na bolsa de valores analisando o fluxo de notícias. O produto chama StockMood e me parece uma excelente ferramenta para os homebrokers oferecerem para os investidores de bolsa. Além do sentimento o produto calcula o "humor" do mercado com a ação fazendo uma relação entre o sentimento e as mudanças no preço.

A crítica para o StockMood é que o mercado alvo pode ser pequeno e talvez os investidores profissionais não queiram adotar o produto porque já usam algum outro método para avaliar o impacto das notícias. Mesmo assim o negócio parece promissor, vale acompanhar.

O painel de especialistas mostrou uma visão bem mais otimista para essas empresas comparando com o primeiro grupo. As dúvidas sobre os modelos de negócios são grandes, mas todos mostraram uma boa tolerância com isso.

Os próximos painéis serão: "Enterprise" e "Advertising & Commerce". Fica para o próximo post.







Reblog this post [with Zemanta]

07/09/2008

Novas startups, muito barulho, críticas e discussões


Os blogs americanos de tecnologia e empreendedorismo estão pegando fogo com tudo o que antecede os dois grandes eventos de lançamento de novas startups que começam nesta semana.

Juntas, a Demo e a Techcrunch50 lançarão 122 novas startups de serviços web, tecnologia e afins. Serão 72 apresentações na Demo e 50 na TechCrunch50.

A execução das duas conferências, praticamente nas mesmas datas, já é uma guerra declarada do Michael Arrington, criador do mais influente blog - o TechCrunch contra o que ele chama de falta de ética dos organizadores da DEMO ao cobrar US$18.500 de cada startup que se inscreve para apresentar seu negócio. O Techcrunch50 é gratuito para os empreendedores que são selecionados por um seleto grupo incluindo o Jason Calacanis, outro famoso empreendedor.

A causa da explosão de discussões no Twitter e no FriendFeed foi um post do Robert Scoble, nerd blogueiro que se acha "a" personalidade da web. No post ele critica as mais de setenta startups que irão se apresentar na Demo dizendo que todas elas "sucks" (são uma m....).

Alguns defenderam a crítica precipitada dizendo que ele só estava criticando os sites e não os empreendedores ou as idéias, mas a maioria entendeu que ele só estava mesmo querendo aparecer, e de forma bem desrespeitosa. O próprio infeliz publicou em seguida um novo post entitulado "Scoble Sucks" mostrando o quanto ele estava sendo criticado por todos os lados.

Não é engraçado que ele se defenda das críticas, chamando-as de "hate mail", enquanto que a que ele mesmo fez das startups seria apenas uma crítica construtiva aos empreendedores?

Acho que ele foi mesmo um grande babaca. Como bem disse outra personalidade da web, o Loic Le Meur "É fácil criticar uma nova startup quando você nunca criou uma". O comediante Loren Feldman da 1938 media, aproveitou para tirar sua casquinha também. Veja em video aqui e aqui.

O lado bom de toda essa barulheira de egos e frescuras, é o dinamismo do empreendedorismo tecnológico que se mantém muito vivo, mesmo com toda a crise que abate o cenário americano. As brigas verbais só chamam mais atenção para essas 122 novas startups que se lançam no mercado. Veremos nos próximos dias se algum novo Google surgirá em cena.





photo credits: http://www.flickr.com/photos/iko/2671251014/

06/09/2008

A Intel desafia empreendedores



"Technology is a tool to address some of the world’s most pressing challenges related to healthcare, education, economic development and the environment. No nations or individuals are untouched by these issues. Get involved. Be part of the solution."
Intel Chairman
Craig Barrett




A Intel lançou o desafio INSPIRE•EMPOWER para premiar empreendedores que proponham soluções inovadoras que usem tecnologia para ajudar pessoas em quatro categorias críticas globais - educação, saúde, desenvolvimento econômico e meio ambiente.

O prêmio é de $100mil dólares para o vencedor de cada uma das quatro categorias.

O desafio é aberto para os indivíduos, desenvolvedores e organizações do mundo inteiro. As regras estão aqui.

O prazo para inscrição é até o dia 30/09. O resultado será anunciado em abril do ano que vem.

04/09/2008

Vencedores do 3º Desafio GV Intel



A equipe Cedro foi a grande vencedora do 3ºDesafio GVIntel. Foi merecido. Ganharam na avaliação dos jurados e também conquistaram o voto da platéia que esteve presente.

Empreendedores jovens e ambiciosos com um plano bem montado. Veja a seguir um pouco mais sobre a trajetória do Bruno e do Eduardo.

Quem são vocês? Contem um pouco do seu histórico, o que estão fazendo.

Sou estudante do 8º semestre de Design Gráfico - Comunicação Visual no Centro Universitário Senac. Sou também Presidente do Grupo Elefante, Empresa Jr. de Design do Campus. Dividi o projeto com meu companheiro Eduardo Medeiros Cardoso, também estudante do Senac - 8º semestre de Engenharia Ambiental.

Como tiveram a idéia da Echo Music? Foi a primeira idéia?

A idéia é responsabilidade do Eduardo. Quando aprendeu sobre os conceitos de produção mais limpa e soube das madeiras certificadas durante uma aula na faculdade, não precisou de muito tempo para pensar possíveis aplicações para tal. Rapidamente, músico que é, percebeu que suas guitarras e violões eram compostas principalmente por madeira, mas que nunca havia ouvido falar sobre esse tipo de aplicação no segmento dos instrumentos musicais. Compartilhou essa idéia comigo, também músico desde pequeno, e juntos (acompanhados de outros dois companheiros - Jairo Neto e Renata Jakober) tratamos de pensar em outras possíveis soluções para as matérias primas e processos produtivos dos instrumentos.

Como foi a resistência que vocês enfrentaram para encarar o projeto? Tiveram mais apoio ou crítica?

O começo nunca é fácil. Foi preciso amadurecer muito a idéia para que ela ganhasse consistência suficiente, inclusive, para que nós acreditássemos no que tínhamos na mão. Em dado momento, chegamos a pensar em desistir. No entanto, fomos até o fim, e a idéia rendeu o primeiro lugar no Concurso de Empreendedorismo "Conexões Senac", que acontece dentro da faculdade e é fechado para seus alunos. Esse prêmio serviu como prova de que o projeto era bom, e daí em diante partimos confiantes para concursos fora da faculdade.

Como vocês avaliam a participação no GV Intel? O que mais agregou para vocês e o projeto?

Os ganhos são inúmeros. Cada conversa, naquele ambiente, adiciona demais. Participantes, palestrantes, jurados e convidados sempre têm a adicionar, e tudo o que se ouve será levado prá sempre. Amadurecemos demais o projeto, e a facilidade que se tem ao abordar possíveis clientes e parceiros quando se tem um cartão de visitas como o nosso (vencedores do desafio) é notória. Além disso, a chance de apresentar fora do país realmente aumenta em muito as chances de conseguirmos investidores que acreditem e apostem em nosso projeto.

Algum investidor já procurou vocês depois do desafio?

Na verdade, fizemos alguns contatos interessantes durante toda a competição. No entanto, é claro que depois da vitória, com os holofotes voltados para nós, a procura é maior. Ouvimos propostas interessantes, e estamos confiantes de que o projeto tem tudo para sair do papel.

Quais são os próximos passos? Além, é claro, da comemoração e da viagem para Califórnia?

Agora, temos pouco mais de 2 meses para refinar ainda mais o plano, e nos prepararmos para representar nosso país em terras estrangeiras. Certamente não será fácil, e sabemos que o nível será ainda mais alto. De qualquer forma, estamos animados com a chance de conhecer empreendedores de todo o mundo, e sabemos que a oportunidade de divulgar o projeto no exterior é praticamente única.

Vocês recomendam a participação em futuras edicões do Desafio GV Intel?

Acredito que concursos como esse, independente do resultado final, são a melhor forma de empreendedores amadurecerem suas idéias e se prepararem para enfrentar investidores, em um primeiro momento, e o mercado real - caso tudo dê certo. O aprendizado é enorme, e a vivência é fantástica. Somos gratos a todos que fizeram parte disso, e contamos com sua torcida para a fase internacional!

01/09/2008

Empreendedor tem que saber apresentar seu plano


Depois de assistir 8 apresentações seguidas de empreendedores do Desafio GV Intel, uma crítica construtiva tem que ser feita aqui. A qualidade das apresentações tem que melhorar, e muito.

Se o empreendedor conseguiu chegar até a fase final de uma competição e conquistou o direito de apresentar seu plano para um grupo seleto de investidores (estavam lá representantes da Rio Bravo, DGF, SP anjos, Monashees Capital, Finep, entre outros), ele tem que caprichar muito na apresentação. O brilho nos olhos tem que aparecer, do contrário, esquece, teu negócio não terá a menor chance de ser investido.

Eu sei como são essas apresentações. Fiz também. A gente fica nervoso, a boca seca, e dependendo do olhar dos investidores a coisa vai piorando. Nada disso pode te impedir de mostrar o quanto você acredita naquele sonho, se você não for convicente, mostrando entusiasmo e otimismo, quem vai acreditar?

A apresentação tem que ser inspiradora. Quem assiste tem que perceber que aquele empreendedor vai dar certo de uma forma ou de outra. É uma excelente oportunidade para mostrar que você pode ser um líder inspirador.

Uma dica que acho válida é apresentar antes para mais de uma pessoa que não conheça o plano. Esse ensaio ajuda muito a testar o impacto da apresentação. Teste antes, veja se a pessoa entendeu, se está claro. A sequência é lógica? Tudo se encaixa? Preste atenção nas perguntas. Mude a apresentação conforme necessário.

O investidor vendo um empreendedor apático vai imaginar que ele será assim também com sua equipe, com seus possíveis clientes e parceiros, não funciona...

Dentre as apresentações que assisti hoje, fiquei bem impressionado com os empreendedores do projeto Cedro. O Bruno Araujo e o Eduardo Cardoso fizeram uma ótima apresentação. Estou torcendo para que eles estejam em breve na California representando o Brasil. Boa sorte amanhã!


photo credits: mikedefiant

Empreendedor brasileiro premiado pelo Google


Logo depois de anunciar sua nova plataforma para mobile - Android, o Google lançou o Android Developer Challenge. O desafio era para ver quem desenvolveria as melhores aplicações baseadas nessa plataforma.

O desafio foi aberto no mundo todo. Primeiro foram selecionadas as 50 melhores e agora eles divulgaram o resultado final de quais foram as 20 melhores aplicações. Entre elas está a Teradesk, desenvolvida pelo brasileiro José Augusto Ferrarini. Ele embolsou um cheque de US$100mil como prêmio.

O Camilo Telles foi quem me contou a novidade. Passei a ele algumas perguntas para o empreendedor para divulgar sua conquista e servir de exemplo. Veja a seguir as respostas dele.

  • Qual é a sua história? Quem é você?

Meu nome é José Augusto Ferrarini, Paranaense, 29 anos, sócio-diretor da Ferrarini Tecnologia. Tenho 10 anos de experiência em desenvolvimento de sistemas em ambientes profissionais, criação de frameworks e prospecção de novas tecnologias. Sou formado pela Faculdade Ruy Barbosa, com pós graduação pela mesma instituição.

  • Por que você entrou nisso?
Teradesk é uma solução criada pela Ferrarini para armazenamento e acesso remoto, sendo composta por software servidores, clientes e APIs. Já trabalhavámos na nossa solução quando do lançamento da plataforma Android, pelo Google. Criar uma versão cliente para esta plataforma foi um caminho quase que natural. Utilizando a API de desenvolvimento do Teradesk pudemos criar um dos mais avançados sistemas de armazernamento virtual e colaboração para dispositivos móveis existentes. Dessa forma, o Teradesk para Android é nossa primeira versão do produto para plataformas móveis utilizando software nativo. Outras plataformas disponíveis serão Web (incluindo Wap) e Desktop.

  • Quanto investiu? (tempo, dinheiro)
Esses valores específicos para Android não foram levantados já que fazem parte de um projeto maior, que é a plataforma Teradesk como um todo. O desenvolvimento da versão Android começou 2 meses após o lançamento do SDK pelo Google.

  • Qual o próximo passo, quando lança?
Lançar após a fase de testes em aparelhos reais, dependendo da data de lançamento dos mesmos pelos fabricantes.

  • Alguem te apoiou?
Não. Todo o desenvolvimento foi realizado com recursos próprios. Eu agradeço e muito os meus colaboradores técnicos que integram a Ferrarini Tecnologia.

Parabéns para o José Augusto, competiu com o mundo todo e foi reconhecido com o prêmio. Boa sorte com os próximos passos!