
As vezes o termo “investidores” é usado genericamente para descrever tipos diferentes de pessoas, fundos ou empresas que investem capital nos negócios.
Com a generalização muitas confusões são feitas e acho importante tentar ajudar a separar as maças das bananas.
Como o assunto é extenso vou focar esse post somente nos Investidores anjo (angel investors) – esses investidores são normalmente indivíduos que já ganharam algum dinheiro e podem investir o seu próprio dinheiro. Na maioria das vezes gostam de investir com outros investidores (co-investir) e por isso é comum se juntarem em grupos de anjos, um bom exemplo é a Gávea Angels. Co-investir dá mais segurança e divide o risco, além disso se o negócio não der certo eles podem dizer que não foram os únicos a tomar prejuízo, afinal de contas eles são humanos.
A motivação deles é bem variada, alguns já se aposentaram e querem se manter envolvidos nos negócios, outros adoram o desafio intelectual de analisar um novo negócio e decidir se tem potencial ou não. Ainda outros acreditam que quando conversam com um jovem empreendedor estão olhando para a cara do futuro e isso os motiva. Há um grupo de investidores que admitem que tiveram muita sorte em suas trajetórias e é justo dividir um pouco dessa sorte com a nova geração que vem depois. Independente de qual seja a motivação do investidor é bom que você a reconheça antes e avalie se ela combina com a sua. Não vou negar que existem também aqueles que querem simplesmente uma boa oportunidade para ganhar dinheiro e nada mais.
Os montantes investidos individualmente podem variar bastante, mas muitas vezes ficam em até R$50mil para os que estão começando, entre R$50mil e R$100mil para os mais acostumados e entre R$100mil e R$200mil para os mais endinheirados. Não é fácil encontrar investidores anjo que invistam sozinhos mais do que R$200mil, mas eles existem. Como eles gostam de investir coletivamente, é só multiplicar os números acima por uma média de 2 a 5 para calcular o potencial de investimento total desse tipo de investidor.
Esse investidor, em geral, não tem muita pressa para realizar seu investimento, ele sabe que é necessário tempo para um novo negócio começar a prosperar. Um bom prazo de investimento para ele seria de 3 a 6 anos. Apesar de que os mais ativos, que atuam nos setores mais agitados (software por exemplo) procuram “girar” mais rápido sua carteira de investimentos com prazos de 2 a 4 anos.
É importante o empreendedor entender também o que esse investidor não é. Muitos acreditam que o investidor anjo pode ser um mentor e que vai ajudá-lo no dia a dia do negócio. Não se engane! Nenhum nem outro, o investidor anjo normalmente não atua como mentor e também não quer se envolver no operacional do negócio. Ele apostou no seu potencial e espera que você seja capaz de realizá-lo.
Como chegar nesses investidores? Um erro comum dos empreendedores e mandar e-mails diretamente para algum investidor anjo sem conhecê-lo previamente. Não funciona. Os investidores anjo gostam de olhar propostas de negócios que venham recomendadas por alguém de sua rede de relacionamentos. Se você identificou um potencial investidor e gostaria de apresentar sua idéia ou negócio para ele, procure conhecer antes alguém que o conheça e possa fazer a recomendação.
Outro erro comum é enviar longas apresentações de powerpoint e planos de negócios de 50 páginas, pode esquecer porque ele não lerá seu material. O que funciona é um sumário executivo bem objetivo de no máximo duas páginas. Para vocês terem uma idéia, a apresentação que os fundadores do Google usaram para captar o primeiro investimento tinha apenas 10 slides com uma fonte bem grande.
Se você conseguir uma reunião (o que será um ótimo sinal) saiba que a primeira impressão – a dos primeiros 30 segundos da sua apresentação – fará uma grande diferença. Nos primeiros minutos ele já terá decidido (mesmo que inconscientemente) se irá investir no seu projeto ou não. No restante do tempo ele estará apenas procurando justificativas para essa decisão.
Espero que esse post sirva para ajudar a esclarecer como atuam os investidores anjo e se alguém quiser discutir mais sobre o assunto aproveite os comentários abaixo ou entre em contato comigo.
30/03/2008
Anjos do Capital
27/03/2008
O impacto do "boca-a-boca" medido

A Jackie Huba do blog Church of the customer publicou um post muito interessante sobre um estudo recém realizado sobre o impacto do marketing "boca-a-boca". O estudo foi feito com base no mercado de computadores para o consumidor final.
A figura acima mostra quanto um cliente "promotor" da marca (primeira coluna a esquerda) gasta e quanto ele gera de receitas adicionais através de suas indicações a amigos e conhecidos. O número mostra que um evangelista desses gera quase 50% a mais da receita que ele mesmo gerou.
Já o cliente que fala mal de sua experiência (última coluna a direita) gera uma receita menor e acaba causando uma perda de receita quase idêntica à que ele gerou, ou seja, zera o seu valor como cliente.
O que fazer com essa informação?
A dica da Jackie Huba é tentar ouvir muito bem o que os seus clientes estão falando sobre você. Esses clientes que se expressam (para o bem ou para o mal) são o melhor indicador dos seus resultados futuros. Se você quiser ter alguma chance de tomar atitudes para reverter um possível quadro negativo é bom começar entendendo o que está sendo falado por aí.
Se estiver muito dificil para conseguir ouvir seus clientes com as ferramentas atualmente disponíveis, aguarde só mais um pouco. Já já haverá novidades para te ajudar com isso...
26/03/2008
Dólar, juros, bolsa, crescimento. O futuro por um dos poucos que sabe prevê-lo.

Hoje tive a oportunidade de mais uma vez ouvir o Gustavo Franco falar sobre os itens do título desse post. Foi num almoço organizado pela Câmara Brasil Israel de comércio e indústria. Tenho uma já confessa aversão por gurus, mas com relação a economia admito que nunca ouvi alguém que conheça mais do que esse ex-presidente do Banco Central. Aliás para quem gosta realmente do assunto e gostaria de conhecer sobre o "backstage" de toda a concepção e execução do plano real até 2002, sem a fumaça que o petismo lançou, vale muito a pena ler o livro 3.000 dias no bunker do Guilherme Fiuza (o mesmo que escreveu Meu nome não é Johnny). Foi o Alexandre da P2D quem me presenteou com um exemplar.
Voltando ao foco, gostaria de dividir aqui os principais pontos da palestra do Gustavo Franco porque acho que todo empreendedor só tem a ganhar entendendo um pouco mais sobre a nossa economia e o que está acontecendo lá fora.
Sobre a crise financeira americana ele fez uma longa explanação que pode ser grossamente resumida em: a falta de regulamentação sobre os hedge funds e sobre as operações estruturadas (formas não ortodoxas de se emprestar dinheiro) causou a crise que deve sugar algo como um a dois trilhões de dólares de riqueza diretamente das famílias americanas através da depreciação do valor de seus imóveis (para vocês terem uma ideía esse número é equivalente a todo o PIB brasileiro). Além dessa tungada o prejuízo nos bancos deve chegar a algo perto de US$350 bilhões (com esse valor dava para comprar a Petrobrás, a Vale, o Bradesco, o Itaú e ainda sobrava um troco).
A grande questão que todos se preocupam é qual o efeito dessa crise para nós aqui no Brasil. Se dependermos da visão dele, sairemos bem. O contágio deve ser pequeno desde que a crise por lá não tome proporções ainda maiores.
Isso se deve ao fato de não dependermos tanto da economia americana, somente 16% das exportações do Brasil vão para lá. Hoje a Europa, China, Índia e Rússia são polos de crescimento que seguram a queda dos americanos.
Outra pergunta importante é se o que está acontecendo lá pode vir a acontecer aqui, já que estamos todos vendo a expansão do crédito no Brasil. Alguns números mostram o tamanho da diferença: nos EUA o volume de crédito é equivalente a 250% do PIB deles, a Espanha é menos alavancada com 150% do PIB. Qual o nosso? 35% do PIB, ou seja, tem muito espaço para crescimento do crédito aqui no Brasil, especialmente o imobiliário (2% do PIB no Brasil contra 40% na Espanha e 70% nos EUA).
E o nosso crescimento? Tão importante para o empreendedorismo deslanchar de vez. Segundo ele o principal entrave para o nosso crescimento é a taxa de investimento brasileira. Mesmo tendo subido bem nos últimos anos ainda temos um investimento de tímidos 19% do nosso PIB enquanto que na China que cresce 10% ao ano esse número é de 40%. Foi bom ouvir que dos nossos 19%, 18% são da iniciativa privada e apenas 1% é do governo. Se o Brasil quiser crescer de verdade e se tornar um país desenvolvido teria que subir essa taxa de 19% para algo perto de 26%. Para explicar melhor esses números ele fez uma analogia interessante para as empresas. Hoje, na média, as empresas brasileiras investem cerca de 6% do seu faturamento ou a metade dos seus lucros. Para nos desenvolvermos temos que investir pelo menos 10% do faturamento e para isso é preciso se alavancar (obter recursos com bancos, investidores ou na bolsa)
Nessa hora alguns vão dizer "E o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) do Lula? Bem esse aí é só mais um engodo. Se tudo o que o governo anunciou sobre o PAC fosse verdade a contribuição dele iria de 1,0% (dos 19% que temos) para 1,5%. Faz me rir!
Isso mostra que o caminho para o Brasil se desenvolver está nas mãos dos empreendedores, o governo tem que criar condições e não atrapalhar, só isso. Os empreendedores tem que ganhar confiança no ambiente e assumir um risco maior com mais investimento.
E os juros como ficam? Sem a queda deles fica dificil alguém querer pegar mais dinheiro para investir. A palavra que o Gustavo Franco colocou para os juros foi "convergência". Nossos juros deveriam ser iguais (ou convergir para) a soma dos juros americanos (hoje=2,25%) mais o risco brasil (hoje=2,5%) isso não chega a 6%! Por que não está baixo assim? Porque o governo gasta tudo o que arrecada (que não é pouco) com custeio da máquina (os famosos servidores públicos) e com os programas sociais. Não sobra nada para investir.
No dia que alguém assumir o governo e enxugar a gastança, os juros vão cair para esse patamar e nós vamos assistir a uma das maiores gerações de riqueza nesse país. Algo semelhante ao que aconteceu entre 1995 e 2007. Em 95 alguém que tivesse US$85 bi de dólares poderia comprar todas, 100%!, das empresas do Bovespa. Hoje esse mesmo alguém precisaria de US$1,0 trilhão.
E o dólar? Ainda segundo ele, um dos ativos que se valorizam (sem volta) numa economia que se desenvolve como a nossa é a sua moeda. O Real continuará a se valorizar, sempre com alguma volatilidade, mas a direção é firme. Alguém perguntou se ele poderia dizer quanto estaria valendo o dólar no final desse ano. A resposta, meio infâme, foi "invistam nos fundos da Rio Bravo (que ele administra) que vocês saberão".
A Bolsa? Para cima. Ele acredita que estamos passando pelo mesmo ciclo que passaram os países europeus (Espanha, Portugal, Eslovênia) que entraram no Euro. Se os juros convergirem para os 6% então, o Bovespa poderia facilmente dobrar de valor!
Tem mais coisa, mas vejo que o post já ficou longo demais. Me desculpem, mas achei que o assunto poderia interessar.
24/03/2008
Empreendendo com Franquias

Confesso que já tive um certo preconceito com o empreendedor "franqueado". Meu preconceito estava baseado numa crença de que o franqueado não criava nada, apenas copiava um modelo já testado e teoricamente comprovado. Nessa lógica seria um empreendedorismo "preguiçoso".
Isso durou até que acompanhei de perto a implantação de um empreendimento franqueado. Pude ver quanta criação existe por trás de uma nova unidade, quanta criação de relacionamentos com os novos clientes, fornecedores, colaboradores e aí aprendi a tirar o chapéu para quem implanta uma franquia e a faz crescer com consistência.
Por conta do meu preconceito tolo acabei não desenvolvendo grandes conhecimentos sobre o assunto então tenho pouco a contribuir, mas recentemente li um post muito bem escrito sobre o tema aqui (a dica foi do Foca). Para quem quer entender um pouco mais sobre o modelo vale a pena dar uma olhada.
Sei que alguns leitores tem bastante a contribuir com o assunto, então fiquem a vontade e dividam um pouco da sua experiência também.
20/03/2008
Imaginar, Planejar e Executar

Eu percebo o processo criativo do empreendedor em três fases diferentes: Imaginar, Planejar e Executar. Após essas três fases sua vontade pode virar um negócio. Acredito que Imaginar e Executar são preponderantes, alguns empreendedores conseguem pular direto da imaginação para a execução sem problemas.
O imaginar eu já destaquei nesse post anterior, queria agora explorar melhor o que estou chamando de planejar.
A ferramenta principal do planejar é o famoso plano de negócios ou business plan. Essa ferramenta é um meio importante, as vezes fundamental e imprescindível para um negócio, mas é meio, não fim.
Um dos maiores erros do empreendedor é acreditar que o seu plano de negócios é o seu produto principal, é a sua criação. Não é! É apenas uma hipótese, ou uma foto da sua criação e nunca a criação em si. O grande benefício do plano de negócios não é o próprio plano, mas o processo intelectual de produzir o plano. Quando o plano finalmente estiver pronto, ele já pode ser jogado fora, porque não servirá para muita coisa. A realidade pós-plano será bem diferente daquela planejada.
Por isso acho um erro o empreendedor contratar um consultor para desenvolver seu plano de negócios, isso é dinheiro jogado fora e pura preguiça mental. Fora que não conheço investidores que gostam de ver o plano feito por um consultor de fora do time de empreendedores.
Por que o processo de planejar é importante então? Porque é durante esse processo que o empreendedor pode refletir sobre suas idéias e verificar se elas podem realmente ser executadas. Botando as idéias no papel seguindo alguma metodologia exige um rigor maior sobre as idéias e várias premissas podem ser testadas.
O lado financeiro do empreendimento será fortemente prejudicado sem o planejar e o empreendedor pode sofrer desnecessariamente pela falta do plano financeiro. É aqui que eu acredito que os maiores erros são feitos, mas isso é assunto para um post futuro.
Resumindo, planejar não é a atividade principal e nem a mais importante do processo criativo do empreendedor, mas prescindir dela tira do empreendedor duas coisas que o ajudarão muito: a reflexão sobre suas idéias e uma organização financeira que o poupará de muito sofrimento.
Dito isso fica a dica: planeje, guarde o plano financeiro e jogue o resto fora (ou melhor, guarde na gaveta para dar risada no futuro).
update: hoje começou a circular na internet alguns posts sobre como a Sequoia Capital (investidores da Apple, Google, Yahoo, Cisco Systems, Oracle, PayPal e YouTube) enxerga negócios sustentáveis e na mesma página eles colocam as dicas deles de como escrever um plano, vejam aqui.
17/03/2008
Empreender para construir ou enriquecer?
O que a sua empresa está construindo? Algo que melhore a nossa sociedade de alguma forma ou apenas o volume de dinheiro na conta dos acionistas do empreendimento?
Tenho percebido que muitos exemplos de sucesso estão vinculados apenas ao enriquecimento do empreendedor e de seus co-acionistas. A recente febre dos IPO´s (que agora congelou), tão positiva para o mercado brasileiro como um todo revela isso claramente. O importante para os empresários passa a ser o IPO e todo o dinheiro que ele traz para os acionistas. Sou totalmente a favor das aberturas de capital, mas não podemos deixar o meio virar fim.
Nada como uma boa crise no capitalismo para botar as coisas em perspectiva novamente. A ganância do dinheiro pelo dinheiro fez o quinto maior banco americano simplesmente desaparecer. O Bear Stearns acaba de ser comprado pelo JPMorgan depois de sucumbir à crise de crédito que abala as estruturas das finanças globais.
O dinheiro pelo dinheiro foi para o brejo. A ação do Bear Stearns já tinha caído 60% de seu pico e estava valendo US$30,00 no dia 14 de março. Ele foi vendido ontem por US$2,00 por ação. Eu arrisco dizer, com todo respeito aos funcionários e gente muito boa que trabalhava lá, que foi bem feito! Se o banco estivesse engajado em construir algo para a sociedade dificilmente teria se engajado em tanta especulação e risco. Como estava apenas especulando, sucumbiu.
Com certeza serei taxado de idealista, utópico e afins, mas continuo acreditando que o papel do empreendedor não é somente enriquecer por enriquecer. É claro que enriqueceremos se construirmos algo bom, se resolvermos algum problema, se fizermos algo melhor. Nunca achei que lucro fosse pecado, pelo contrário. O problema não é o lucro, o problema é não saber o porquê dele. Há dez anos deixei a carreira num banco similar ao Bear Stearns por esse exato motivo. Nunca me arrependi.
Empreendedor que constrói coisas boas e gera lucro continua construindo e fazendo coisas ainda melhores. Esse tipo de empreendedor faz bem para qualquer sociedade. Agora o oportunista que só empreende para satisfazer a sua própria demanda de riqueza não contribui com o todo, desse podemos prescindir tranquilamente. Muitos deles acabam (se percebem que enriqueceram demais) doando grandes quantias para instituições de caridade quando se aproximam do final da vida. O sentimento de culpa as vezes bate forte.
Que tipo de empreendedor é você? Nesses momentos agudos de crise é bom refletir...
Participando do “Blogagem Inédita”
16/03/2008
Excelente ferramenta para criar convites e gerenciar eventos

Hoje fui procurar uma ferramenta web para criar um convite para o chá de bebê da minha irmã. Acabei encontrando esse pingg e achei excelente.
Muito facil, rápido e prático. Além de um convite legal, voce gera uma página web com fotos e videos. O sistema gerencia a lista de convidados, te avisa quem confirmou e quem declinou. Não tentei usar o SMS mas existe a opção (paga).
Para quem tiver uma necessidade parecida, vale a pena dar uma olhada.
15/03/2008
Superando o Google?

O inventor da internet Tim Berners-Lee prevê neste artigo publicado no Times que a próxima geração de tecnologia web será muito mais poderosa do que a atual, dominada pelo Google.
O que ele diz é que a web semântica oferecerá muito mais possibilidades do que a web 2.0. Ao invés de conectar somente pessoas e páginas, a web semântica possibilitará a conexão de qualquer pedaço de informação. O exemplo que ele dá é de você poder juntar o seu extrato bancário com o seu calendário e com suas fotos. Assim você poderia literalmente "ver" quando estava gastando o quê.
Se uma internet que conecta pessoas e as páginas já possibilitou o surgimento de tantas redes sociais como o orkut, myspace, facebook, twitter e todas as aplicações por cima dessas plataformas, imaginem o que poderá ser criado com a web semântica estabelecida.
Alguém se habilita a imaginar? Que tal alguns exemplos: Imaginem que no perfil de um internauta consta a informação que ele é fanático pelo time de futebol x e naquele momento sai o resultado da semi-final do campeonato. Uma ferramenta de web semântica já poderia associar essas informações, checar o site que vende ingressos e enviar uma mensagem para ele comprar ingressos para a final.
Ou ainda, o resultado de um exame clínico é postado na web, o seu médico abre o arquivo, faz o diagnóstico e prescreve o remédio no prontuário eletrônico. A nova ferramenta conecta essas duas informações e te envia uma mensagem com os resultados de uma busca semântica que contém os depoimentos (anônimos ou não) de pessoas que tiveram o mesmo diagnóstico e se trataram com aquele remédio. No final da mensagem vem a opção de fazer o pedido online na farmácia mais próxima.
Esses são apenas dois exemplos rápidos (que podem ter falácias)de aplicações para a nova web. Acredito que a visão de que o Google representa a web atual e que um novo player irá superá-lo com a nova web pode estar errada. Quem terá a grande vantagem quando essa comunicação de pedações de informação estiver "rodando"? Será aquela empresa que tiver acesso a toda essa informação. Qual é a empresa que já tem hoje acesso aos seus e-mails, às fotos, mapas, blogs, perfil, etc..?
Fica fácil entender porque a Microsoft quer tanto o Yahoo para competir com aquele que já tem quase tudo, o próprio Google...
14/03/2008
Video que faz qualquer um pensar
Essa foi uma das palestras mais marcantes do TED 2008. A cientista (neuroanatomista- que estuda o cérebro humano) de Harvard Jill Bolte Taylor passou por uma experiência única ao sofrer um derrame cerebral e sobreviver (não antes de encarar a morte bem de frente). No video ela relata essa experiência descrevendo-a por dois ângulos. No primeiro com todo o conhecimento que uma estudiosa do assunto possui, no segundo como um ser humano puramente sensorial. A comoção foi geral.
Para ver no site do TED.
Perfi da Jill Taylor.
13/03/2008
Nova start-up de videos online, vejam o que fiz em 5 min.
Essa empresa Animoto lançou esse novo aplicativo web para criar videos com fotos e músicas tiradas do seu computador ou da web. É muito fácil e toda animação é gerada automaticamente. Impressionante. Até a postagem para um site ou blog é feita em um click.
Reuniões de conselho positivas e produtivas
11/03/2008
A fama de um empreendedor garante o sucesso de seus projetos?

Essa é a pergunta que vem na cabeça com toda a discussão a respeito do mais novo empreendimento do famoso Guy Kawasaki. Ele é conhecido mundialmente como um empreendedor realizador e conhecedor da "arte de empreender". Já escreveu vários livros e participa de quase tudo ligado ao tema no vale do silício (inclusive do imagineit project que postei aqui- ele é o japonês que fala no video).
O penúltimo empreendimento dele foi o Truemors que ele fez mais para provar que não é preciso muito capital para começar um negócio (ele diz que investiu apenas $13.000,00 no projeto).
Agora ele acaba de lançar o alltop que muitos criticaram dizendo que não é nada e qualquer um poderia imitar com menos de $500,00.
Muitos estão dizendo que o alltop só está sendo divulgado porque carrega o nome do Guy, outros já começam a achar que é uma boa solução para o usuário de internet comum que não sabe usar um reader ou que desconhece o que seja RSS.
Será que o sucesso de um empreendedor pode lhe dar essa vantagem de tudo que ele lançar acaba pegando porque já se espera que se for dele será bom?
Alguém concordaria com isso?
Melhor do que o Google?
Para os que acompanham o Tech Crunch esse post pode ser repetitivo, mas para aqueles que nem sabem o que é isso, acho legal mostrar aqui o lançamento dessa nova ferramenta de busca.
O www.searchme.com atende aos que gostam de coisas mais visuais, os resultados das buscas são mostrados num formato visual (algo parecido como os albuns de música no Ipod touch).
Outro ponto interessante é que eles receberam um aporte pesado do Sequoia um dos fundos de investimento mais relevantes do vale do Silicio. Se formos nos basear pelos acertos do passado do Sequoia, o Google que se cuide! Uma "funcionalidade" bem interessante é que você pode filtrar a ambiguidade de uma busca através da seleção de categorias aonde sua busca poderia se encaixar, vejam no video.
10/03/2008
ETech 2008
A conferencia ETech (emerging technology) da O´Reilly Media teve algumas palestras surpreendentes. Vejam essas duas que eu destaquei aqui. No final tem o link para o site da conferência.
Falando na conferência O'Reilly's Emerging Technology em San Diego, a escritora Quinn Norton descreveu as futuras mudanças sociais que podem acontecer como resultado do uso de drogas que aumentam a capacidade da mente--assim como a introdução do café ajudou a estimular o iluminismo na Inglaterra do século XVII.
Alinhando a Visão e o Líder Centralizador
Independentemente da amizade prévia com os sócios em um novo empreendimento, uma questão chave que discutimos no primeiro post foi: alinhar a visão do negócio gera confiança na equipe e, como diz o Madruga, "é libertador".
3º Desafio GV Intel
Quem quiser uma oportunidade para apresentar um plano de negócios para gente muito qualificada e correr o risco de ganhar um belo prêmio, além de um apoio para o projeto pode dar uma olhada abaixo. No ano passado eu fui jurado do prêmio e conheci empreendedores de muito potencial e projetos bem interessantes.
O GVcepe – Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital da EAESP – FGV anuncia a abertura das inscrições para o 3º Desafio GV-Intel de Venture Capital e Empreendedorismo – Inovação e Tecnologia.
A competição é aberta a estudantes de graduação, pós-graduação e empreendedores jovens que estão buscando uma oportunidade para apresentar seu empreendimento.
No site www.cepe.fgvsp.br/desafio encontram-se mais informações sobre a competição, além de conter o roteiro e links para ajudar as equipes a montarem um plano de negócio diferenciado.
O Desafio GV-Intel representa a chance que equipes têm de serem avaliadas e apresentar seus planos a gestores de fundos e investidores anjo atuantes no mercado nacional.
O cronograma com as datas importantes também está no website.
imagine it!
http://www.youtube.com/watch?v=v-nG7RpHijk
trailer
Stanford é famosa por ser um centro formador de grandes empreendedores, muita inovação e muitas novas empresas. Esse projeto liderado pela professora de empreendedorismo da universidade é inspirador. Vale a pena assitir as entrevistas ou baixar o flime todo (45min). O link acima é para o trailer no youtube e o video acima é um pequeno trecho que eu separei sobre "fracassar".
O que será que você seria capaz de criar com alguns poucos post-its?
veja mais em:
www.imagineitproject.com
09/03/2008
Empreender com amigos é errado?
Não é porque ele teve uma experiência traumática ao empreender com um amigo que ele deva concluir que o erro foi a mistura da amizade com o empreender. Eu mesmo tive problemas logo na primeira empresa que fundei, mas ao invés de culpar a amizade deixei o tempo me ensinar melhor. Hoje, depois de ter fundado mais cinco empresas e continuar empreendendo com grandes amigos percebo que não é a amizade ou a falta dela que determina o sucesso do empreendedor com seus sócios.
Empreender significa invarialvelmente se relacionar com outras pessoas, sejam elas sócios, clientes, colaboradores, fornecedores ou investidores. Em todas essas relações o empreendedor pode ter dificuldades. Daqui a pouco esse mesmo empreendedor que escreveu o post vai se deparar com alguma dificuldade com um amigo que era seu fornecedor em outra situação e vai acabar escrevendo que não se deve nunca ter amigos como fornecedores. Aí ele vai fechar um investimento com um amigo investidor, vai ter alguma dificuldade e vai acabar concluindo que não se deve receber investimento de amigo. No final ele corre o risco de concluir que é melhor não ter nenhum amigo ou não ter nenhum negócio!
Fica patético. A problema dele não foi a amizade. Empreender com amigos é muito melhor! Comprar de amigos é muito melhor! Vender para amigos é muito melhor! Essa história de ‘amigos, amigos, negócios a parte’ é tão ultrapassada...
Eu poderia escrever mais um monte defendendo as amizades nos negócios, mas vou deixar para vocês enriquecerem a discussão. O que acham, amigos?



